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A Record e sua overdose de jornalismo

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Nos últimos dias a Rede Record anunciou mudanças internas importantes, mais precisamente no programa “Gugu”, que agora deixa de ser dirigido pelo setor artístico da emissora e passa a ser responsabilidade do setor de jornalismo, comandado por Douglas Tavolaro. Esse quadro apenas fortalece a máxima de que o jornalismo sempre foi o carro-chefe da emissora, e que seu poder é muito maior do que se imaginava.

Sendo o canal aberto que mais aposta em jornalismo na atualidade, a Record chega a exceder os limites da nossa realidade, oferecendo ao público 3 telejornais seguidos, que antecedem a revista eletrônica “Hoje em Dia”. Esse último, que deveria ser o respiro das manhãs da Barra Funda, ultimamente também se resume em um programa de notícias intercalando poucas pautas de entretenimento. O restante da programação conta ainda com mais 3 jornalísticos no decorrer do dia, incluindo um policialesco que abriga incríveis 3 horas e 30 minutos de duração, algo difícil de se sustentar até em programas de auditório. Agora, rumores dão conta de que o jornalismo pode tomar para si a direção do “Programa da Tarde” além do novo programa “Xuxa Meneghel”.

O que se teme é que essa overdose de jornalismo possa prejudicar a linha crescente da emissora. Com apenas um setor comandando os mais variados produtos da casa, cada programa pode perder a sua essência e se resumir em um mesmo padrão e linguagem, os tornando maçantes e cansativos.

Grandes sucessos se dão pela diversidade de seus criadores, podendo oferecer ao público um leque de opções em um mesmo canal, essa escolha da Record em infiltrar o jornalismo no entretenimento pode ser um caminho sem volta. Espera-se que a Rede dos Bispos não faça desandar o caminho brilhante que possui pela frente.

CONECTADOS EXPRESS

  • O clima na Band não é dos melhores e a emissora continua a demitir funcionários e anular atrações, as últimas vítimas foram o Brasil Urgente Brasília e Jogo Aberto RJ, quem sair por último que apague luz…
  • Xuxa Meneghel fez bem em trocar a Globo pela Record, fontes dizem que a loira ira faturar 250 mil mensais chegando à bagatela de 1 milhão quando estiver no ar.
  • Inclusive, o programa que deverá se chamar “Xuxa Meneghel” já tem grande parte das cotas de patrocínio vendidas, entre esses contam grandes empresas como Monange e Cicatricure.

curti_div2O novo “Vídeo Show” que enfim se encontrou, depois de inúmeras trocas. O programa acertou em cheio com a escolha de Mônica Iozzi para apresentação, além da grandiosa Cissa Guimarães que é sempre sinônimo de bom humor e descontração.

naocurti_div O modo com que Datena tem se comportado diante das situações que o rodeia. Com tom agressivo, o jornalista abusa em seus termos, arranha sua imagem e revolta a quem o assiste e nada tem a ver com seus chiliques. Suas últimas vítimas foram Luiz Bacci e Léo Dias. #MaracujinaproDatena

Jardel Oliveira

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0 pensamentos “A Record e sua overdose de jornalismo”

  1. Record com sua programação ansativa de Jornais e o SBT com seus enlatados.Excelente texto, Jorge, que continue assim.

  2. Gostei, nada que já não se saiba. O Jornalismo é o forte da Record, mas a emissora tem que entender que grandes folhetins não se fazem só gastando montates de dinheiro, tem que ter estratégia.

  3. Escrava Mãe não gastará quase nada, basta saber se será sucesso.