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Opinião: Globo e Gazeta dão exemplos de estratégia para outras emissoras

 

Discussões acaloradas à parte

Deixando de lado qualquer preferência por programas ou canais, a televisão tem que ter uma palavra incluída em toda a sua programação: estratégia.

Essa palavra nem sempre é usada pelos canais de televisão com inteligência. Talvez, nos dias atuais, as únicas emissoras que usam bem a estratégia são a Globo e a TV Gazeta.

Do nada para lugar algum

Vou usar o exemplo de Rede TV!, que é uma grande colcha de retalhos. Sua programação vem do nada e vai para lugar algum.

Um programa como o “Você na TV”, que entrega o horário para o “Melhor Pra Você” é algo que jamais seria feito em grandes emissoras. Ou o “A Tarde é Sua” que vive isolado na tarde, sendo antecedido e precedido por programação religiosa é insano.

Na mesma emissora outros exemplos poderiam ser expostos aqui, mas talvez você sairia desse post.

Veja também: Papo Rápido: o gosto do brasileiro por novelas

Mudanças repentinas

Menos pior que Rede TV!, mas tão grave quanto, o SBT vive de mudanças repentinas em sua programação, na maioria das vezes criadas pela cabeça de Silvio Santos.

Ultimamente, sem grandes ganhos para a audiência do canal.

Tem aprendido

A Record pode ser uma das que mais tem se preocupado com estratégias de programação, mas ainda falha com excessos. Um exemplo são 4 novelas em uma programação diária, visto que a emissora não possui grande acervo, sem contar que alguns folhetins foram grande fracasso em audiência e não ajudariam a melhoras os números atuais do canal.

Duração de seus jornais é outras coisa que atrapalha a audiência. Ninguém aguenta ficar três horas assistindo um jornal.

Globo aprendeu

A emissora dos Marinhos aprendeu com o tempo que o telespectador é fiel. Essa característica é bem aproveitada pelo canal carioca. Os programas e atrações jornalísticas são bem posicionados… em horários corretos, que geralmente impulsionam a audiência das atrações anteriores e posteriores.

A manhã da emissora é um bom exemplo a ser destacado. O “Mais Você” recebe em alta dos jornais matinais. Parte desse público não muda de canal. Isso ajuda a prender parte da audiência, algo que também acaba ajudando o “Bem Estar” que recebe bem de Ana Maria Braga e entrega para o “Encontro”.

Toda essa estratégia resulta em boas audiências para o canal global. A noite o jornal “SP2” é exibido entre duas novelas de grande audiência. Não tem como dar errado.

Veja também: CTV Entrevista: Tiago Valentim, apresentador da Record TV Interior/SP

Por que a Gazeta?

Emissora pequena da Grande São Paulo, que construiu uma programação segmentada, mais voltada para o público feminino, conseguiu bons resultados. Hoje, o canal conquista boa audiência e chega a superar a Rede TV! na média dia.

Sem grandes investimentos, optou por buscar um público, que se tornou fiel.

Não tem mistério

Gastar milhões em programas que não atraem público é remar contra a maré. Mas colocar bons programas em horários errados também tem o mesmo resultado negativo.

Programação tem que ser pensada levando em consideração a preferência e o perfil de quem assiste. Colocar o jornal “Rede TV News” entre um programa de caça-níquel e uma programação religiosa é jogar fora o trabalho de grandes profissionais que se dedicam dia e noite para levar informação para o telespectador.

O retorno é o pior possível.

Pra terminar

Olhar o bom exemplo de Gazeta e Globo, que vivem situações opostas em termos de audiência, mas construíram uma programação com estratégia, é olhar para frente.

Olhar para os péssimos exemplos de Rede TV! e SBT também ajudam a não errar tanto.

Inventar no calor da emoção, quase todas as vezes, não tem efeito positivo para nenhuma emissora.

 

As opiniões aqui expressas são de responsabilidade de seu autor, as quais não necessariamente refletem as da CTV Audiência.

 

Guinho César é jornalista. Fala sobre televisão há muitos anos em seus blogs pessoais. Possui um canal no YouTube.

Já entrevistou grandes nomes do jornalismo e comunicação do rádio e da TV como Milton Neves, Rafael Machado, Heródoto Barbeiro, Gilberto Barros, Clébio Cavagnolle, Haisem Abaki, Roberto Nonato, José Armando Vannucci e muitos outros. Hoje, edita as colunas “Papo Rápido”, “CTV Entrevista” e de opinião no CTV Audiência.

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4 Comentários

  1. RILEY DIEGO CAVALCAN disse:

    Poucas foram as vezes que li algo que realmente pensava há tempos. Parabéns!

  2. Décio Lucas Pereira Rodrigues disse:

    Disse tudo!

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