Críticas

7 erros que comprometem os resultados de “O Rico e Lázaro” na RecordTV

Mesmo que sem esplanar isso publicamente, os índices apresentados pela novela bíblica “O Rico e Lázaro”, vem incomodando bastante a RecordTV, que esperava que o folhetim fosse ao menos manter os índices que eram apresentados por sua antecessora “A Terra Prometida”, mas isso não aconteceu. O folhetim, que estreou em março, começou sua trajetória com médias entre 12 e 14 pontos na Grande São Paulo, com o desligamento do sinal analógico, o folhetim caiu para o patamar de 10 pontos na principal praça do país, enquanto isso, a novela infantil do SBT, exibida no horário, que também havia registrado queda no horário, conseguiu se recuperar, e hoje ameaça constantemente a novela da RecordTV. Mas onde será que a RecordTV errou com a sua produção bíblica? 

Iremos pontuar alguns erros na trama de Paula Richard, que podem explicar esses índices de audiência tão pífios para o patamar das produções bíblicas. Mas antes disso, vamos destacar os acertos da produção, que do ponto de vista técnico é a melhor produção bíblica da emissora, com uma fotografia bonita, cenários claros, muito bem acabados, e com uma riqueza imensa de detalhes, que enchem os olhos de quem assiste, ainda mais por saber que essa era a dramaturgia que chegou perto da sua falência em 2015. Agora os erros:

1 – Falta de um(a) grande vilão: A atual produção bíblica da RecordTV carece de uma grande vilã ou vilão dentro da história, que fizesse realmente o público torcer contra ela, que fosse maquiavélico(a), como Yunet ou Ramsés de “Os Dez Mandamentos”. Os malfeitores de “O Rico e Lázaro”, não despertam esse sentimento no público, por mais que tentem. 

2- História Parada: “O Rico e Lázaro” é aquela famosa novela “Água de Chuchu”, como a emissora mesmo gosta de chamar as tramas em que nada acontece. A vingança do mocinho não se desenvolve, a mocinha não descobre o verdeiro caráter de seu noivo, e a trama passa boa parte do capítulo fazendo ensinamentos bíblico, que não pode isso, ou aquilo, sendo que poderia fazer isso de uma forma muito mais agradável e atrativa aos olhos de quem vê.

3- Edição Arrastada: Quem assiste aos capítulos de “O Rico e Lázaro” diariamente, tem a impressão de que a autora está sem ter o que escrever, e enche sua trama de cenas longas, com dialogo chatos. 

4- Violência: A novela teve um inicio bem violento, e isso acabou gerando a fuga de alguns telespectadores, que ficaram assustados e imaginando se aquilo se tratava de uma produção bíblica. Foi muita informação de uma vez logo no começo e agora sofre para contar uma boa história.

5- Falta de Romance: Nas produções bíblicas da RecordTV, como “Os Dez Mandamentos” e “A Terra Prometida”, o público pode desfrutar de diversos romances e amores, torcer pelos casais que faziam a cabeça de quem assistia. Como Moisés e Zípora (Os Dez Mandamentos), Ana e Josué (Os Dez Mandamentos), Josué e Aruna (A Terra Prometida), entre vários outros. O que temos em “O Rico e Lázaro” é o oposto disso, não se tem um casal que faça a gente realmente torcer por eles, e o triangulo amoroso formado na trama, nem de longe chega aos pés do que tínhamos em “Os Dez Mandamentos”.

6- Elenco mal aproveitado: É impressionante como um tremendo elenco desse, está sendo mal aproveitado pela autora do folhetim. Enquanto Lucinha Lins poderia está dando um show como uma das vilãs da novela, está fazendo o papel de uma super religiosa virgem, que só fala das leis de Deus. Adriana Garambone, que deu um show como Yunet, também está num papel completamente avulso, Heitor Martinez, também poderia dar bem mais de si, mas carece de um bom texto e uma direção mais ágil. 

7-Protagonistas mornos: Os protagonistas da segunda e última fase do folhetim bíblico da RecordTV, também estão deixando a desejar em seus papeis, Milena Toscano, que foi muito em “Escrava Mãe”, poderia render muito mais, e não ser apenas uma moça tão boazinha e certinha, que chega a ser chata. O mesmo vale para os dois homens que protagonizam a trama, poderiam render muito mais, se o texto tivesse mais ação, emoção e agilidade.

 

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